Carlos Nejar, gaúcho de Porto Alegre, foi considerado um dos 37 escritores-chave do século XX. A escolha resultou do estudo da obra de 300 autores memoráveis, selecionados no período de 1890-1990 pelo suíço Gustav Siebenmann em seu célebre estudo Poesia y poéticas del siglo XX em la América Hispana y El Brasil (Madrid, Gredos, Biblioteca Románica Hispânica). Poeta, romancista, contista, Nejar é também o diligente ensaísta preocupado com os escritores que o antecederam e com os contemporâneos, cuja obra registra na sua abrangente História da Literatura Brasileira (Editora Unisul), a mais completa disponível no mercado, premiada pela Academia Brasileira de Filologia. De sua poesia já foram publicadas diversas antologias, como os poemas reunidos em A Idade da Noite, A Idade da Aurora, A Amizade do Mundo, Jovem Eternidade e a coleção de livros de poesia de Chapéu das Estações. Lançou ainda romances memoráveis, como Carta aos Loucos (editoras Record & EDUFSCAR). Sua obra tem recebido reconhecimentos importantes, como o Prêmio Machado de Assis e o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional. Também a Associação Paulista de Críticos de Arte já o premiou. O autor integra também a bancada brasileira da Academia das Ciências de Lisboa, na Classe de Letras, e foi indicado ao Nobel de Literatura em 2019. Traduzido em várias línguas e estudado em universidades do Brasil e do exterior, é procurador de Justiça aposentado e vive no Rio.