
"Escrever é um ato de coragem. Pelo menos essa escrita que tem jeito de mergulho. Hoje estou ensaiando para pular na água e ir um pouco mais fundo. Por que quero escrever este livro sobre o maternar? Escrever é também uma necessidade. Qual a falta por trás dessa escrita? Ah, e como me faz falta. . . Ter a minha mãe por perto enquanto eu me torno mãe." Movida pelo desafio de se inventar mãe, Cláudia nos conduz pelas perguntas que carregou desde antes de engravidar e durante os quatro primeiros anos da filha. Numa conversa íntima, aproxima o particular do universal, falando sobre medos e ambivalências comuns a quem se aventura na travessia da maternidade. A autora se depara com a própria infância, que ganha novas luzes a partir do que experiencia com a filha. Reflete sobre temas que atravessam gerações, como a dificuldade do (auto)cuidado com mulheres e mães, e o papel central dos pais e de uma rede de apoio para a família. Um livro que nasce da falta - e que faz dela caminho para construir uma herança de palavras.
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