Desistir do Próprio Filho: A Violência do Aborto Paterno é uma obra contundente, sensível e necessária sobre uma forma de violência ainda invisibilizada: a renúncia consciente do pai à paternidade. A partir do conceito de "aborto paterno", a autora propõe um deslocamento simbólico e social do termo "aborto", para nomear a escolha masculina de abandonar emocional, afetiva e juridicamente um filho, antes ou depois do nascimento. Não se trata de interrupção biológica da vida, mas da interrupção do vínculo, do cuidado e da responsabilidade. Com abordagem interdisciplinar, o livro articula Direito de Família, psicologia, psicanálise, sociologia e políticas públicas para analisar:
. a desistência paterna durante a gestação;
. o abandono afetivo após o nascimento;
. os impactos emocionais e identitários na criança;
. a sobrecarga estrutural da maternidade solo;
. a tolerância cultural e institucional à ausência masculina;
. os limites e possibilidades da responsabilização jurídica do pai ausente.
Mais do que um ensaio teórico, esta obra é também testemunho, denúncia e acolhimento. Ao longo dos capítulos, a autora entrelaça dados, estudos acadêmicos e experiências reais, revelando como o abandono paterno não é um fato isolado, mas um fenômeno estrutural sustentado pelo machismo, pelo silêncio social e pela omissão do Estado. Este livro é um chamado urgente à revisão do conceito de paternidade.
Porque paternidade não é opção.
É presença, compromisso e responsabilidade.