Prefácio Por que mesmo os gestores mais honestos e conscienciosos às vezes descarrilam? O que leva gestores íntegros e inteligentes a perderem o controle? O que faz com que organizações benevolentes enganem os seus clientes, funcionários e acionistas? Estas questões sobre as reviravoltas do certo e do errado no local de trabalho são intrigantes e assustadoras como nunca. Em primeiro lugar, estas questões são intrigantes. Como é que pessoas e organizações de confiança se tornam trapaceiras? Não apenas uma vez, mas repetidamente e de forma sistemática. O que as motiva e as possui? O que explica estas reviravoltas? Como é que os operários de uma fábrica chegaram ao ponto de amarrar regularmente um colega nu a um carrinho de mão e empurrá-lo pela sala de produção como uma piada para aliviar o ambiente? Como é que um gestor, tendo contornado as regulamentações ambientais ano após ano em benefício do seu empregador, acabou por chegar a um ponto em que se gabava disso? Como é que um diretor chegou a pagar a um cliente por baixo da mesa, a título de serviço amigável, e ainda assim contar a história sem pestanejar? O que levou os gestores a anunciar com orgulho que tinham melhorado as notas dos seus funcionários?